κόλαση
22/01/2012 Deixe um Comentário
Tinha a moça preocupada com o financiamento do imóvel na praia, o boy com o carro importado e a patty com celular de última geração: eu estava no inferno e era o coordenador. Pessoal reclamava do VT. A gente ganhava $10,00 por dia. Eles queriam $20,00. Um alegou que era para cerveja e outra para compra doméstica. VT tem outra finalidade junto à lei! Nem negociei com o grego. Se você não consegue almoçar com $10,00, a frescura tomou conta de seu corpo.
Regra número um numa empresa: sonde os arredores por uma bóia justa ao preço que eles lhe pagam de vale. Regra número dois: almoço em turma com os colegas de trabalho é boca calada junto com o fone de ouvido numa música bem alta. Evita fofoca. Língua de terceiros fode o labor. Se não gosta da coisa, vá ao chefe. Não tenha medo. Ele sempre ouve.
Uma funcionária do escritório carioca que prestava serviço em BH foi mandada embora de maneira escrota. Cachorro não é tratado daquele jeito. Reclamei com o grego. Falei que em solo brazuca, as coisas eram diferentes. A gente presta ao próximo. Pelo menos, é como eu vejo o mundo. El patron não gostou, mas ouviu. Saí com a carioca e sentei num restaurante mais arrumado. VT não cobria, mas que se foda. On the house. A gente precisa dar calor ao próximo quando ele se encontra no Pólo Sul. Hei, ainda somos humanos.
Chefe ficou a ligar no celular.
- Tem coisa mais importante que o relatório do acionista – disse a ele.
A moça do imóvel, o boy e a patty ainda disseram foi correta a demissão da mina. Fofoca na cantina é extrema unção no mundo corporativo. Continuei a não levar suas queixas de VT ao meu superior.





