Graça

A Gibson decretou falência. Não é uma boa guitarra, mas um simbolo do rock’n’roll. Vamos a uma Gibson em estado de graça.

Anúncios

Caldos na madrugada

Minha pós em cinema se resumiu ao TCC sobre expressionismo alemão ( adoro ) e um curta metragem que de tão ruim, mas tão ruim, a produtora se negou a me arrumar uma cópia. Meu filme e nunca tive a chance de vê-lo.

Bom, foram brigas e mais brigas que no último dia de filmagem, pedi demissão do projeto.

A mina gostosa que era produtora nem quer saber se sou pintado de ouro com o pinto duro como o metal.

Ela realmente era gostosa. Fica um conto num dos livros que escrevi em sua homenagem. Lógico que lá foram meias verdades. Aqui, já não sei. É como a música da Lily Allen. 2001: o ano em que me fodi.

Molly

E da-lhe minha nada interessante  adolescência. Era o cabeludo que só usava preto, bebia vodca no banheiro do colégio, roubava as boletas de mamãe e sabia Náusea do Sartre de cor.

A Molly Ringwald faz 50 anos hoje. Caiu a ficha que, talvez, esteja velho.

Lan House

Nos dias de couve com farinha, era fácil usar um micro. Trabalhava numa escola de informática. Saudade da Crescer. Hoje, imóvel demolido e aquela megadrogaria local usando o negócio como garagem de seus clientes.

Até restabelecer o mundo, estou na base da improvisação. Cara, tem mais remendos na máquina utilizada agora que a cara de Rocky Balboa.

Segundo o técnico, o telemóvel fica pronto nesta semana. Todavia, só dia 2 para tira–lo do concerto.

Passei da idade do borrachudo. Já dei muito o golpe nos meus dias junkie. Era o máximo comprar anfetamina com cheque sem fundos. Agora, vou à missa aos domingos.

Não ganhei na loteria, raios!

Foda em ser quebrado é que as coisas demoram mais que o normal. Essa semana, dou um jeito. Hoje é domingo, final do horário de verão e o corpo ainda não absorveu. Importante que a gente não passa mais á couve com farinha. Hoje, comi uma pizza. Primeiro, o rango e os remédios.

Depois, o resto.

 

Rio e minha tragédia

Minha experiência no Rio? Morei lá em 1999. Tinha saído dum noivado e acabei salvando o casamento de meus pais. Tava ruim a coisa, pai morava num puta apartamento na Barra, eu quase tive uma madrasta mais nova do que eu e fui. Consegui.

As bodas duraram até a morte do velho em 2015. Foi o grande acerto da minha vida: salvar o casamento dos velhos.

Custou-me a sanidade mental, mas valeu.